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MPM apóia ação do MP de Alagoas contra a corrupção

by Assessoria de Comunicação Institucional last modified 2008-03-05 18:51

O Ministério Público Militar apóia e se solidariza ao Ministério Público de Alagoas nas ações de combate à corrupção e a criminalidade. O vice-procurador-geral da Justiça Militar, Mário Sérgio Marques Soares, participou, em Maceió/AL, no dia 3 de março, de reunião extraordinária do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) convocada em apoio ao MP de Alagoas nas ações relacionadas à responsabilização de todos os envolvidos no desvio de mais de R$ 200 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa de Alagoas.

O ato de solidariedade ao MP alagoano foi coordenado pelo presidente do CNPG, Marfan Vieira, que abriu os trabalhos ressaltando que a “ corrupção não é privilégio de Alagoas, é endêmica, é um mal que acomete todos os Estados, é uma chaga que precisa ser extirpada”. O presidente do CNPG também enfatizou que ao deliberar pela reunião em Maceió os integrantes do Conselho não o fizeram apenas para prestar solidariedade ao procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, que teve a coragem de pedir o afastamento de deputados estaduais indiciados pela Polícia Federal. ”Nossa reunião extraordinária serve, sobretudo, para mostrar ao Brasil o exemplo dado pelo Ministério Público de Alagoas, referência nacional no combate à corrupção. Aproveito a oportunidade para anunciar que no mês de abril iremos dar início a uma grande campanha em Brasília, que tem como lema 'o que você tem a ver com a corrupção'”, acrescentou o presidente do CNPG

O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Coaracy Fonseca, agradeceu presença de todos e fez um breve relato das ações do MP de Alagoas no combate à corrupção, juntamente com o Ministério Público Federal, em parceria com a Polícia Federal. Segundo Fonseca, com base nessa integração foi feito o desmonte de uma organização criminosa que atuava na Assembléia Legislativa do Estado de Alagoas, a chamada Operação Taturana

Durante a reunião, o procurador-geral de Justiça de Alagoas entregou ao superintendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna, o pedido de suspensão de todos os portes de armas dos indiciados na Operação Taturana. “Alagoas vive momento de grande intranqüilidade. O cidadão de bem anda desarmado, enquanto aqueles que desviam o dinheiro público continuam armados e com seguranças pagos pelo estado”, justificou Coaracy Fonseca.

O superintendente da PF garantiu atender ao pedido do MP alagoano e adiantou que o Alagoas é o terceiro estado do país em emissão de portes de armas para “pseudo-autoridades”. Ele disse ainda que Alagoas supera até o estado de São Paulo em emissão de portes de armas. Por isso, desde que assumiu a PF em Alagoas tem revisto e negado alguns pedidos, entre eles o feito pelo deputado Antônio Albuquerque, presidente afastado da Assembléia.

No final da reunião, o presidente da Associação do Ministério Público de Alagoas-Ampal, Eduardo Tavares, leu manifesto da entidade conclamando a todos os presentes a assinar e encaminhar à Comissão de Ética da Assembléia Legislativa de Alagoas pedido de instauração de processo disciplinar contra todos os deputados indiciados pela Polícia Federal no inquérito da “Operação Taturana” e cujos mandatos estão sendo objeto de pedido de cassação pelo Ministério Público Estadual em ação cautelar preparatória, impetrada perante o Tribunal de Justiça.

O documento foi assinado pelo procurador-geral de Justiça, pelo presidente da Associação do Ministério Público de Alagoas e por todos os seus diretores, pelos procuradores-gerais de Justiça de todo o Brasil, bem como pelo presidente do Conselho Nacional do Ministério Público – Conamp, José Carlos Cosenzo, pelo presidente da Associação Alagoana de magistrados – Almagis, Maurílio Ferraz, entre outras autoridades e integrantes da sociedade civil organizada. (Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério Público de Alagoas)

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