Operação Gênesis na fronteira Brasil/Bolívia
A Operação Gênesis, realizada entre os dias 20 e 27 de julho, e que uniu vários órgãos ligados à Segurança Pública para fechar o cerco ao narcotráfico na fronteira do Mato Grosso com a Bolívia, contou com a participação do Ministério Público Militar. Integrantes do Grupo Nacional de Controle das Organizações Criminosas – GNCOC, as promotoras de Justiça Militar Ione de Souza Cruz e Ana Cristina da Silva participaram do 2o Encontro de Fronteira do GNCOC, em junho, quando foi definida a operação. O MPM atuou na organização da Gênesis, entre outras, fazendo contatos com a Aeronáutica para a disponibilização dos aviões radares. Essa aeronaves são essenciais para o monitoramento de vôos de baixa altitude e pouca velocidade, normalmente utilizados pelos narcotraficantes.
De acordo com os números divulgados pelo governador do Estado do Mato Grosso, Silval Barbosa, ao final da operação: 56 kg de pasta-base cocaína foram apreendidos, 15 mandados de prisão cumpridos e ainda 27 pessoas presas em flagrante. O governador disse que o resultado não é apenas quantitativo, mas que a fronteira vive uma situação muito frágil e que precisa ter operações como essa, de forma permanente.
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública - Sejusp, Diógenes Curado, informou que, até o fim deste ano, um helicóptero chegará à fronteira para reforçar buscas e também citou a Polícia Especial de Fronteira - Pefron, que será criada com base no Grupo Especial de Fronteira - Gefron, força que atualmente só Mato Grosso possui.
O comandante da Força Nacional, Luiz Antônio Ferreira, informou que a expectativa é que o Pefron atue nos 16 mil quilômetros fronteiriços do Brasil com outros países, tanto em "área seca" como em região alagada. Para maior reforço da fronteira entre Bolívia e Mato Grosso, a Força Nacional ficará no Estado até 31 de dezembro deste ano.
A Operação Gênesis reuniu 17 órgãos de segurança, totalizando 389 profissionais, que, no período de 20 a 7 e julho, fiscalizaram por terra, céu e água os 983 km de fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia. Ao todo, foram presas 42 pessoas, entre elas, um boliviano, casado com uma brasileira; ambos transportavam cápsulas de pasta-base em suas barrigas. A operação também teve 5 carros recuperados.
Militares a pé fiscalizaram as chamadas "cabriteiras", estradas alternativas abertas com a finalidade de transporte de drogas para que os "mulas" (pessoas que transportam a droga) não tenham que passar pelas barreiras fixas de policiamento, e se embrenharam no mato em busca de suspeitos.
Ao mesmo tempo, os helicópteros da Força Nacional, e da Policia Militar do Estado do Acre sobrevoaram fazendas e locais de difícil acesso para os veículos, em busca de entorpecentes. Além dos helicópteros, quatro aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) monitoravam o espaço aéreo e serviam como suporte para o deslocamento dos militares aos lugares mais longínquos.
Pela água, cinco embarcações da Marinha, quatro da Companhia Ambiental e uma do Gefron fizeram abordagens e revistas em barcos, chalanas e qualquer tipo de embarcação que estivesse navegando pelos rios que compõe a parte alagada da fronteira.(Com informações da Mídia News)


