MPM e Aeronáutica descobrem indícios de recebimento de pensões após morte de beneficiários
Foi realizado hoje o primeiro batimento de dados referente a
óbitos de inativos e pensionistas militares com os registros do Sistema
Informatizado de Óbitos da Previdência – SISOBI do Instituto Nacional
do Seguro Social - INSS. A Aeronáutica foi a primeira das Forças
Armadas a disponibilizar pessoal e base de dados para levantamento de
irregularidades.
O procedimento foi realizado no Centro de Produção, Análise,
Difusão e Segurança da Informação – CPADSI do Ministério Público
Militar com o apoio de oficiais indicados pelo Comando da Aeronáutica
que, desde o início, vem colaborando com o MPM nesse trabalho. Na
oportunidade, foram revelados indícios de crimes relativos a percepção
de pensões após a morte dos titulares do benefício.
Em julho de 2009, o MPM, a Diretoria de Benefícios do INSS e as
Forças Armadas celebraram Termo de Cooperação Técnica que franqueou ao
MPM o acesso aos dados do SISOBI. A iniciativa do MPM teve por objetivo
reduzir o número de fraudes no pagamento de pensões das FFAA e a
conseqüente diminuição do prejuízo ao erário. Tal convênio é que
permitiu a apuração realizada hoje. Foi o confronto dos dados do
SISOBI, processados por analista do MPM, com o banco de dados da
Diretoria de Administração de Pessoal da Aeronáutica, que forneceu a
lista de incongruências.
Cada um dos casos identificados deverá ser investigado,
resguardando-se, assim, o patrimônio público e prevenindo sua
dilapidação. Mensalmente, serão realizados cruzamentos de dados para
verificação de eventuais fraudes. A Marinha já indicou militares para
participarem de procedimento semelhante, a ser realizado brevemente em
conjunto com o MPM.
Levantamento realizado pelo CPDSI, entre 2005 e 2007, revelou que
somente na área de atuação da PJM Rio de Janeiro foram desviados dos
cofres públicos mais R$ 14 milhões com esse tipo de delito. Somente num
processo da 4ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, no
Rio, foram desviados mais de R$ 650 mil referentes a uma pensão paga
indevidamente pelo Exército Brasileiro por mais de 13 anos.


